O iBiosfera integra um grande grupo de entidades ambientalistas, povos indígenas e muitos outros movimentos sociais e ambientais como os da Agenda 21 que se organizaram para não deixar que seja cometido um novo crime ambiental no Estado de São Paulo, à simples troco do burro desenvolvimento e de questões de interesse político.
São 3 projetos que precisam ser arquivados, sendo o Porto Brasil, um porto de plataforma off-shore (uma ilha no meio do Oceano), o Complexo Industrial de Tanigua que é um retroporto de igual porte das industrias petroquímicas de Cubatão e a Estrada que o Governo do Estado de São Paulo pretende construir dentro do Parque Estadual da Serra do Mar para ligar o Rodoanel à Peruíbe para garantir o escoamento dos materiais que irão sair e chegar do Porto Brasil.
O Porto Brasil causará um impacto sobre toda a vida marinha sem precedentes na história do Brasil. Vale lembrar que ele é vizinho da Estação Ecológica dos Tupiniquis, Ilhas de Queimada Grande e da Estação Ecológica Juréia-Itatins.
O completo Industrial do Taniguá, irá ocupar os últimos remanescentes florestais da Restinga de Mata Atlântica de todo o Litoral Sul do Estado de São Paulo. Este é um ecossistema endêmico da Baixada Santista.
O Complexo Industrial também irá expulsar os índios da Aldeia Piaçaguera, antigos moradores de todo o litoral sul do Estado de São Paulo. Isto sem contar a poluição atmosférica, de efeito estufa e os esgotos industriais que serão gerados á exemplo do que é Cubatão.
Já a Estrada do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), irá cortar e destruir o trecho que vai dos Núcleos Itutinga-Pilões, Curucutu até o Núcleo Itariru. Este é o trecho onde o PESM esta mais bem preservado, pois ainda nenhuma estrada o corta à exemplo do que fazem as estradas dos Imigrantes, Anchieta, Mogi-Bertioga, Tamoios e Osvaldo Cruz, fragmentando a floresta e causando enorme impacto sobre a biodiversidade do PESM.
O iBiosfera espera que a classe política e o empresariado brasileiro, possam entender que agora as coisas não poderão mais ser como no passado, quando se pensava que a natureza era infinita e nunca acabaria. Esperamos que eles saibam que vivemos novos tempos e que é preciso que projetos deste porte, tenham amplo debate junto da sociedade, meio acadêmico e demais instanciais, pois a Mata Atlântica e as mudanças climáticas não podem mais continuar à sofrer novos dados.
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