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A necessidade do ser humano em se desenvolver, fez com que ao longo da nossa história, as ocupações humanas se modificassem drasticamente. A utilização em larga escala dos atuais elementos construtivos como o cimento, a areia, tijolos de concreto e a madeira, está fazendo com que os recursos naturais se esgotem rapidamente, e desta forma, prejudicamos a capacidade das futuras gerações poderem manter o processo de desenvolvimento humano.
Ao mesmo tempo, os processos de industrialização destes setores são altamente nocivos ao meio ambiente e responsáveis por grandes males contra a saúde ambiental, como a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), emissão de efluentes industriais nos rios e lagos e a destruição de florestas e montanhas para a extração da madeira e dos minérios.
Assim, buscamos novas formas de se realizar construções, onde os materiais utilizados provenham de fontes renováveis e sua extração não seja danosa ao Meio Ambiente. Buscamos também, que estas edificações tenham sob todos os aspectos, o menor impacto possível sobre o Meio Ambiente.
Já existem diversas técnicas que podem tranquilamente substituir os componentes convencionais, sem que as garantias de qualidade como estrutura, durabilidade, acabamento estético, conforto térmico e acústico sejam comprometidos.
Como componentes, temos utilizado o Bambu, a Terra nas suas diferentes aplicações (Adobe, Taipa, Solo-Cimento, Superadobe), Telhados verdes, Lages Ecológicas e outras técnicas que utilizam materiais com capacidade de regeneração. Outras técnicas como o ferrocimento, iluminação natural e uso de materiais de reciclagem como pneus velhos e outros, também são alternativas para as bioconstruções.
O Instituto iBiosfera, pretende difundir a Bioconstrução dentro de programas de habitação popular em conjunto com os governos e também para proprietários particulares de casas próprias ou de veraneio.
Apenas para fortalecer este conceito, saibam que a maior parte da madeira derrubada na Amazônia é destinada para construções na Região Sudeste do Brasil.
É sim URGENTE a adoção de novas técnicas que utilizem materiais renováveis e sejam de baixo impacto ambiental. |
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